A eleição que definiu a lista tríplice para o comando do Ministério Público do Maranhão, nesta segunda-feira (11), transpareceu os pensamentos e posições dos procuradores e promotores do órgão. Longe de uma unidade ou pacificação, saiu-se melhor quem está com a caneta e com ela deve permanecer: o atual PGJ Danilo José de Castro Ferreira.

Colocada uma lupa sobre os três primeiros colocados, o primeiro e o terceiro, respectivamente Danilo e o promotor Carlos Henrique Rodrigues Vieira, tiveram mais que o dobro dos votos de Eduardo Nicolau, que alcançou o segundo lugar. Os dois são desafetos declarados do ex-PGJ. Cada um dos 672 votantes pôde escolher entre três dos seis nomes.

Nicolau fez campanha aberta não apenas por si, mas também para os colegas Luiz Muniz Rocha Filho e Marco Aurélio Ramos Fonseca, com quem pretendia avançar para a fase final. Os dois obtiveram 110 e 74 votos, respectivamente.

Agora, Danilo, Nicolau e Carlos Henrique passam para a indicação do chefe do Executivo estadual. Nos bastidores, a tendência é de que Carlos Brandão referende o posicionamento da maioria do MP maranhense, explicitamente contrária ao retorno de Nicolau.