O MDB do Maranhão sob o comando do atual presidente, Marcos Brandão, atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente.

importantes lideranças históricas que ajudaram a construir o partido ao longo de décadas no estado vêm sendo gradativamente afastadas dos espaços de decisão e até mesmo do partido, em um movimento que tem provocado insatisfação entre filiados e dirigentes históricos da legenda.
Entre os nomes que perderam protagonismo dentro da estrutura partidária está o ex-prefeito de Carolina, João Rodolfo, reconhecido como uma das principais lideranças políticas da Região Sul do Maranhão e figura de destaque na trajetória do MDB no estado.

Outro caso emblemático é o de Raimundo Cabeludo, ex-deputado estadual constituinte, ex-prefeito de João Lisboa e uma das maiores referências da comunicação regional. Proprietário do Sistema Nativa de Rádio e Televisão, Cabeludo construiu uma longa trajetória política vinculada ao MDB e sempre figurou entre os principais defensores da legenda no sul maranhense. Ainda assim, acabou sendo afastado dos espaços de influência partidária.

A lista inclui também Deusdete Sampaio, ex-prefeito de Açailândia e liderança histórica da região tocantina, que igualmente perdeu espaço dentro da nova composição de poder do partido.
Nos bastidores, a avaliação de antigos militantes é de que o MDB maranhense passou por uma profunda transformação após a ascensão do grupo político liderado pela família Brandão. Atualmente, o comando da legenda no estado está concentrado nas mãos de Marcos Brandão, irmão do governador do Maranhão, Carlos Brandão.

Para setores tradicionais do partido, a substituição de lideranças históricas por novos grupos representa uma ruptura com a trajetória construída por prefeitos, deputados e dirigentes que, durante décadas, fortaleceram o MDB nos municípios maranhenses. O episódio tem alimentado críticas sobre a condução interna da legenda e levantado questionamentos sobre o espaço reservado às figuras que ajudaram a consolidar o partido no estado.

O fim do governo Carlos Brandão tem sido marcado por sucessivos rompimentos políticos, desgaste com aliados históricos e crescente insatisfação entre lideranças tradicionais do Maranhão. Nos bastidores, a avaliação é de que a família Brandão, especialmente por meio da influência exercida por Marcos Brandão, tem promovido o afastamento de ex-prefeitos, ex-deputados e figuras que contribuíram decisivamente para a construção do grupo político atualmente no poder. Para muitos observadores, o tratamento dispensado à velha guarda da política maranhense representa não apenas um desrespeito à trajetória dessas lideranças, mas também uma demonstração de ingratidão com aqueles que ajudaram a pavimentar o caminho até o Palácio dos Leões. Como diz o velho ditado da política: quem planta ventos, colhe tempestades. Será o fim dos Brandão? Somente o tempo responderá.
