A repercussão envolvendo a saída da enfermeira Mary Santos da rede municipal de saúde de João Lisboa ganhou um novo capítulo. Em contato com o Jornal O Portal, o prefeito de João Lisboa, Dr. Fábio Holanda, negou veementemente as acusações de perseguição política feitas pela ex-servidora e afirmou que sua administração não pratica qualquer tipo de retaliação por posicionamento político.
Segundo o gestor municipal, a decisão de deixar o cargo partiu exclusivamente da própria enfermeira, não havendo qualquer ato da administração que justificasse as alegações de perseguição divulgadas nos últimos dias.
“Em nossa gestão não existe perseguição política. A saída da enfermeira ocorreu por solicitação dela própria. Respeitamos o direito de cada cidadão de fazer suas escolhas políticas e eleitorais”, afirmou o prefeito.
A polêmica surgiu após Mary Santos relatar que teria sofrido pressões dentro da administração municipal após aparecer em uma fotografia ao lado do ex-prefeito de Imperatriz e pré-candidato a deputado estadual, Assis Ramos. A ex-servidora alegou que, após o episódio, passou a enfrentar ameaças de mudanças de função e de unidade de trabalho, situação que teria motivado seu desligamento.
Fábio Holanda, contudo, rejeita a versão apresentada pela enfermeira e reforça que a Prefeitura de João Lisboa mantém respeito à liberdade política dos servidores e da população.
O prefeito também destacou que cada eleitor tem autonomia para apoiar os candidatos de sua preferência, sem qualquer interferência da gestão municipal.
“Cada pessoa é livre para votar em quem entender ser o melhor para representar seus interesses. Nossa administração respeita a democracia e a liberdade de escolha”, declarou.
Apesar disso, o gestor confirmou seu alinhamento político com o grupo liderado por Sebastião Madeira e pelo governador Carlos Brandão, ressaltando que este será o projeto político apoiado por seu grupo nas eleições.
A troca de versões entre a ex-servidora e a administração municipal amplia o debate político em João Lisboa e movimenta os bastidores da disputa eleitoral na Região Tocantina, que já começa a ganhar intensidade com a aproximação do calendário eleitoral de 2026.
Enquanto a enfermeira sustenta ter sido alvo de retaliações por seu posicionamento político, a Prefeitura afirma que não houve qualquer perseguição e que a exoneração ocorreu exclusivamente por iniciativa da própria servidora. O caso segue repercutindo no cenário político local.
