Os bastidores da política de João Lisboa voltaram a ferver após relatos envolvendo uma profissional da área da saúde que teria deixado suas funções depois de supostas pressões políticas dentro da administração municipal.
Segundo informações divulgadas pela própria enfermeira Mary Santos, que atuava em cargo de chefia na rede municipal de saúde, sua situação funcional teria mudado drasticamente após a divulgação de uma fotografia ao lado do ex-prefeito de Imperatriz e pré-candidato a deputado estadual, Assis Ramos.
De acordo com seu relato, após o registro fotográfico começaram a surgir ameaças de mudanças de função, transferência de unidade e outras medidas administrativas que teriam sido interpretadas por ela como retaliações de natureza política.
A servidora afirma que, diante da situação, optou por pedir desligamento do cargo, recusando-se a aceitar as alterações que estariam sendo impostas.
O episódio ganhou ainda mais repercussão por envolver dois grupos políticos historicamente posicionados em campos opostos na região. De um lado, Assis Ramos, ex-prefeito de Imperatriz e nome cotado para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Do outro, o prefeito de João Lisboa, Fábio Holanda, aliado político de Sebastião Madeira, uma das principais lideranças do grupo adversário.
Nos bastidores, a situação já é tratada como mais um capítulo da crescente disputa política que antecede as eleições de 2026. A denúncia levanta questionamentos sobre a liberdade de posicionamento político de servidores públicos e reacende o debate sobre possíveis perseguições ideológicas dentro das estruturas administrativas municipais.
Até o momento, não há manifestação oficial da Prefeitura de João Lisboa sobre as alegações apresentadas pela ex-servidora.
Caso os fatos narrados sejam confirmados, o episódio poderá gerar repercussões não apenas políticas, mas também administrativas e jurídicas, ampliando ainda mais a temperatura do cenário eleitoral na Região Tocantina.
