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Covil de escorpiões: Vagtonio Brandão tem candidatura decapitada para atender interesses de Madeira

O Portal

09/06/2026 11:36, atualizado em 09/06/2026 12:04

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A política maranhense voltou a ser movimentada por mais um episódio de ingratidão que reforça a percepção de intensas disputas nos bastidores do grupo governista do Governador Carlos Brandão.

Vagtonio, o amigo fiel de Carlos Brandão

Desta vez, o nome decapitado e o do presidente da AGEMSUL, Vagtonio Brandão, que vinha sendo apontado como um dos fortes pré-candidatos a deputado estadual nas eleições deste ano, representando a força do Sul do Maranhão.

Madeira, o amigo

Segundo informações que circulam nos meios políticos vindo de Brasília, Brandão teria sido convencido por Madeira a retirar o projeto eleitoral de Vagtonio para dar gás em sua pré-candidatura a Deputado Estadual, visto que o Vagtonio tinha forte aceitação como pretenso candidato à assembleia legislativa.

A movimentação de decapitação de Vagtonio Brandão teria ocorrido em meio às estratégias de construção da chapa governista articulada pelo ex-secretário chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira e Marcus Brandão, que enxergaram a necessidade de intervenção.

Vagtonio é reconhecido por aliados como um importante articulador político e gestor que acumulou resultados positivos à frente da AGEMSUL, desempenhando papel relevante em ações administrativas e políticas ligadas ao governo estadual.

Sua saída da disputa, portanto, surpreendeu parte dos seus apoiadores e amigos.

Nos bastidores, cresce a narrativa de que as traições recentes estariam ampliando o desgaste entre antigos aliados do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão. Adversários políticos apontam uma sequência de rupturas e afastamentos que, segundo eles, teria atingido figuras de grande relevância no cenário estadual e nacional.

Entre os nomes frequentemente citados nessas análises estão o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, o ex-governador José Reinaldo Tavares, o vice-governador Felipe Camarão, além de lideranças históricas como o presidente José Sarney e Roseana e Fufuca.

A retirada da pré-candidatura do amigo Leal Vagtonio Brandão levanta questionamentos sobre os rumos da sucessão estadual e sobre quais lideranças efetivamente terão espaço no projeto político de Carlos Brandão que se desenha futuramente.

Nos corredores da política maranhense, uma certeza já começa a ganhar força: a guerra pelos espaços de poder está longe do fim.

“No Chicobol, em Brasília se sabe de tudo da politica do Maranhão”.

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