A política maranhense voltou a ser movimentada por mais um episódio de ingratidão que reforça a percepção de intensas disputas nos bastidores do grupo governista do Governador Carlos Brandão.

Desta vez, o nome decapitado e o do presidente da AGEMSUL, Vagtonio Brandão, que vinha sendo apontado como um dos fortes pré-candidatos a deputado estadual nas eleições deste ano, representando a força do Sul do Maranhão.

Segundo informações que circulam nos meios políticos vindo de Brasília, Brandão teria sido convencido por Madeira a retirar o projeto eleitoral de Vagtonio para dar gás em sua pré-candidatura a Deputado Estadual, visto que o Vagtonio tinha forte aceitação como pretenso candidato à assembleia legislativa.

A movimentação de decapitação de Vagtonio Brandão teria ocorrido em meio às estratégias de construção da chapa governista articulada pelo ex-secretário chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira e Marcus Brandão, que enxergaram a necessidade de intervenção.
Vagtonio é reconhecido por aliados como um importante articulador político e gestor que acumulou resultados positivos à frente da AGEMSUL, desempenhando papel relevante em ações administrativas e políticas ligadas ao governo estadual.
Sua saída da disputa, portanto, surpreendeu parte dos seus apoiadores e amigos.
Nos bastidores, cresce a narrativa de que as traições recentes estariam ampliando o desgaste entre antigos aliados do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão. Adversários políticos apontam uma sequência de rupturas e afastamentos que, segundo eles, teria atingido figuras de grande relevância no cenário estadual e nacional.
Entre os nomes frequentemente citados nessas análises estão o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, o ex-governador José Reinaldo Tavares, o vice-governador Felipe Camarão, além de lideranças históricas como o presidente José Sarney e Roseana e Fufuca.

A retirada da pré-candidatura do amigo Leal Vagtonio Brandão levanta questionamentos sobre os rumos da sucessão estadual e sobre quais lideranças efetivamente terão espaço no projeto político de Carlos Brandão que se desenha futuramente.
Nos corredores da política maranhense, uma certeza já começa a ganhar força: a guerra pelos espaços de poder está longe do fim.
“No Chicobol, em Brasília se sabe de tudo da politica do Maranhão”.
